Pronomes possessivos

Por influência do inglês, enfrentamos uma infestação de pronomes possessivos na língua portuguesa. A mera ocorrência do pronome não é nada de mais, pois a língua de fato muda com a influência externa, entre outros fatores. O problema é que, em muitas situações, o uso do pronome oblíquo da terceira pessoa do singular causa confusão nos textos.

seu ambíguo

Professora, pra que você quer meu nome no mapa?

O Everton aí em cima se embananou na hora de responder à pergunta, mas a culpa é do pronome possessivo. Uma vez que os pronomes possessivos de terceira pessoa do singular são compartilhados por ele, ela e você, muitas vezes não fica claro a quem o pronome se refere. A confusão ocorre também entre os próprios pronomes retos.

Os irmãos Marcelo e Pedrinho foram à casa de Luísa para fazer um lanche. Sua mãe havia preparado um bolo para as crianças.

Na frase acima, não fica bem claro de quem é a mãe; se é dos irmãos ou de Luísa. A ambiguidade se deve ao fato de que os pronomes sua(s) e seu(s) concordam com os objetos da posse e não com o sujeito que as possui. Nesses casos, para evitar a ambiguidade, costumamos optar pelos pronomes dela(s)dele(s), que, ao contrário dos anteriores, concordam em gênero e número com quem possui.

Os irmãos Marcelo e Pedrinho foram à casa de Luísa para fazer um lanche. A mãe deles havia preparado um bolo para as crianças.

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