iniciativa – Traduzine https://traduzine.com Thu, 13 Oct 2016 02:16:03 +0000 pt-BR hourly 1 A jornada da iniciativa: você também pode https://traduzine.com/a-jornada-da-iniciativa-voce-tambem-pode/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-jornada-da-iniciativa-voce-tambem-pode https://traduzine.com/a-jornada-da-iniciativa-voce-tambem-pode/#respond Thu, 15 Sep 2016 20:19:07 +0000 http://traduzine.com/?p=1117 Criar uma revista como esta exige iniciativa, certo? Organizar um curso, montar uma palestra, criar um blog e até mesmo entrar em contato com um cliente também exige, não é? Mas vocês devem conhecer várias pessoas que fazem tudo isso, e não são pessoas irreais e inalcançáveis. São as pessoas que estão por trás desta […]

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Criar uma revista como esta exige iniciativa, certo? Organizar um curso, montar uma palestra, criar um blog e até mesmo entrar em contato com um cliente também exige, não é? Mas vocês devem conhecer várias pessoas que fazem tudo isso, e não são pessoas irreais e inalcançáveis. São as pessoas que estão por trás desta revista, por exemplo, que são como você, como eu, mortais como todos nós. Gente que gosta de Harry Potter, mas que sabe que não faz mágica.

Eu gosto de me incluir nesse grupo da iniciativa, faz parte da minha realização profissional e pessoal. Mas aí tenho que dar um exemplo, porque a gente só faz parte de um grupo quando age da mesma forma. Eu não criei uma revista, mas organizei uma oficina de português para os meus colegas tradutores e revisores de Curitiba. E essa iniciativa começou quando conheci a Bianca Freitas Saburi, aqui da Traduzine, no PROFT 2015. Lá, ela ministrou uma oficina de português, que foi um dos pontos altos do evento. Muita gente pediu bis. Até eu, que não participei da oficina, também quis entrar nessa. O pessoal de Curitiba que estava lá sugeriu que acontecesse aqui na cidade e eu adorei a ideia. Era só alguém organizar que eu participaria. Mas quem organizaria?

Deixa comigo.

Há quem diga que falar é fácil, e é mesmo. Mas, para nossa vantagem (ou não), nós, seres humanos, temos uma tendência enorme à inércia. Por isso é tão difícil não assistir ao próximo episódio da sua série quando você já está no sofá. Mas inércia também significa que, quando estamos em movimento, a tendência é continuarmos em movimento. Então, a partir do momento em que eu disse “deixa comigo, eu organizo a oficina”, eu entrei em movimento, e a tendência natural era continuar.

Iniciativa é isso. É sair do sofá. É esse impulso inicial. É perceber algo que se deseja e não esperar outra pessoa fazer acontecer. É tomar iniciativa, tomar a frente. Dizer “deixa comigo”. Só isso. Quando se fala em iniciativa, parece que é uma coisa muito grande, mas o momento da iniciativa é rápido, é uma faísca. O que vem depois é trabalho duro. Sabe aquela famosa frase, “1% inspiração e 99% transpiração”? Pois é.

O que eu gosto de fazer no momento da iniciativa é dar um nome à coisa. A gente costuma se apegar depois que dá nome, por isso que galinha com nome não vai pra panela. No meio profissional, é melhor chamar de “projeto”, tem um ar mais sério e a sensação de conquista é maior no final. No meu caso, foi o projeto Oficina de Português para Tradutores. Mas, em geral, o tal movimento é como uma viagem. E a gente começa escolhendo o destino.

Sabendo-se o destino, falta todo o resto, e entender no que consiste o resto é fácil. Uma viagem consiste em sair de um lugar e chegar a outro. E para se movimentar por caminhos desconhecidos, é sempre bom levar um mapa, para ninguém se perder no caminho. O mapa é o seu plano de execução do projeto, que tem todas as etapas necessárias para chegar ao destino. No caso da Oficina de Português para Tradutores, o plano incluiu: encontrar um local para realizar o curso, gerenciar o transporte e a estadia da Bianca, contratar os coffee breaks, preparar os materiais de estudo e de divulgação, divulgar o curso, cobrar dos alunos, pagar as despesas, etc.

Tem mais alguma coisa além do mapa nesse resto? Sim. Mesmo que a tendência seja sempre continuar em movimento, no nosso planeta, até o ar tem resistência. Então não adianta ter um mapa e não colocar combustível para viajar. Até nós mesmos precisamos de combustível para qualquer coisa, como aquele café maravilhoso no início do dia. Então, uma iniciativa também precisa de combustível, que são recursos dos mais variados tipos: tempo, dinheiro, contatos, disponibilidade, pessoas, etc. Mas tem um combustível meio invisível à primeira vista, mas que é o de maior octanagem e que nos motiva mais do que qualquer coisa: o apoio das pessoas. A octanagem do apoio das pessoas é incrível porque é sempre crescente. Aqui em Curitiba, quando comecei a divulgar o curso, a aceitação foi ótima, e isso me incentivou a caprichar ainda mais em tudo que eu podia fazer como organizador. Foi um dos melhores momentos do ano.

Então, se você já sabe o destino aonde quer ir, já sabe que vai precisar de um mapa e de combustível, basicamente a sua viagem está definida. Você só precisa entrar no carro e seguir o trajeto previsto. Só isso. É fácil? Não. É difícil? Também não. É só seguir o mapa e estar preparado para os imprevistos, porque eles sempre acontecem. No nosso curso, tivemos problemas com o calor inesperado, com o quadro-negro que não apagava, com o projetor que não funcionou…

Os imprevistos vão deixar você maluco? É possível. Mas o prazer da viagem e de ver o seu plano realizado é maravilhoso. E, de quebra, você, como autor da iniciativa, vai também fazer novos contatos, ganhar projeção e visibilidade e viver uma divertida aventura.

Por isso, no futuro, quando você pensar em como seria bom se algum evento acontecesse, ou quiser fazer alguma coisa, a dica é: saia do sofá, dê um nome ao projeto, ou seja, saiba o seu destino, crie um mapa para chegar lá, ou seja, compreenda as etapas necessárias para realizar o seu plano, e finalmente abasteça o carro, ou seja, descubra de que recursos você vai precisar. Depois é só dirigir com cautela até o destino, seja lá qual for: um curso, um congresso, uma viagem, ou mesmo adotar um cachorro.

margo

Essa é a minha viagem mais recente, a Margô. E a sua, qual foi? E a próxima, qual será?

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Iniciativa: um lugar para desenvolver habilidades https://traduzine.com/iniciativa-um-lugar-para-desenvolver-habilidades/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=iniciativa-um-lugar-para-desenvolver-habilidades https://traduzine.com/iniciativa-um-lugar-para-desenvolver-habilidades/#comments Thu, 13 Oct 2016 02:15:57 +0000 http://traduzine.com/?p=1202 Não há como negar que o trabalho é essencial para o ser humano. Afinal, é por meio dele que conseguimos o nosso sustento e conquistamos nossos desejos e sonhos. Mas o trabalho é uma parte do que somos. E muitas das habilidades que podemos explorar estão fora das obrigações cotidianas. Foi pensando nisso que decidi […]

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Não há como negar que o trabalho é essencial para o ser humano. Afinal, é por meio dele que conseguimos o nosso sustento e conquistamos nossos desejos e sonhos. Mas o trabalho é uma parte do que somos. E muitas das habilidades que podemos explorar estão fora das obrigações cotidianas.

Foi pensando nisso que decidi buscar um complemento ao meu trabalho. Algo que, aliado ao meu ofício da tradução, me motivasse ainda mais a exercer a profissão e onde eu pudesse contribuir mais, me sentir parte de uma comunidade de tradução e desenvolver meus potenciais para somar a minha ocupação.

O que você fez, Luciana?

Tomei uma iniciativa! Saí da minha zona de conforto, da minha everyday translation life e descobri que tinha muitas aptidões que estavam guardadinhas dentro de mim.

Levei mais de um ano para que isso acontecesse, mas eu acredito que a iniciativa decorre da vontade, oportunidade e contatos.  E, no meu caso, a oportunidade surgiu logo após o Congresso da Abrates de 2016 (bem recente!). E já posso dizer que foi decisivo e revolucionário na minha vida.

Conversando com a tradutora Sheila Gomes, surgiu a ideia de levar os Barcamps de Tradutores e Intérpretes que acontecem em Curitiba também para o Rio de Janeiro, cidade onde moro. Formamos um grupo de mastermind (descubra o que é aqui e aqui) com colegas de outros estados e cidades (Maringá e Porto Alegre), que também estavam interessados em iniciar esses encontros nos seus respectivos locais.

Abro parênteses aqui para explicar o conceito de Barcamp.

  • São encontros horizontais, ou seja, encontros que não pertencem a uma única pessoa ou a uma instituição ou entidade. Há um grupo de organizadores, que são voluntários e que ajudam na definição do local, na divulgação, no contato com palestrantes etc., mas todos os participantes são responsáveis pela sua construção, ao trazer algo para comer, tirar uma foto, apresentar um tema, fazer palestra, perguntas…;
  • São abertos a todos que tenham interesse na área, profissionais que tenham tradução como uma segunda atividade ou queiram mudar de carreira e principalmente para estudantes, o que torna o Barcamp um local onde podem tirar dúvidas, entender melhor o mercado e estabelecer parcerias;
  • Além disso, são sempre realizados em locais de fácil acesso e são gratuitos, pois sabemos que muitos estudantes e até profissionais não podem bancar a conta de um congresso ou uma conferência de tradução;
  • O objetivo é a profissionalização e a melhoria do mercado, a partir de conteúdos que agreguem valor e ajudem nos percalços da vida tradutória, incluindo o uso de tecnologia, marketing, aspectos financeiros e burocráticos.

Fecha parênteses.

Num primeiro momento, fui tomada pelo medo de estar à frente da organização dos Barcamps, algo normal quando nos deparamos com qualquer novidade. No entanto, eu acreditava na ideia e sabia que seria capaz de tocar o barco. Mas esse barco não poderia ser conduzido por somente um marinheiro, porque o diferencial dos Barcamps é justamente a coletividade e a busca pelo bem comum. Como eu mencionei lá em cima, eu tinha a vontade e a oportunidade, só me faltavam os contatos.

Foi quando novamente a Sheila me indicou a Isadora Veiga, a Deborah Szczerbacki e o Paulo Noriega, colegas que não conhecia pessoalmente, apenas por avatar do Facebook. Fizemos uma reunião por Skype no dia seguinte para que eu pudesse explicar o funcionamento dos Barcamps e saber se estariam interessados em ajudar na organização dessa iniciativa. A resposta foi imediata: EU TOPO!

Daí para o primeiro Barcamp, que aconteceu no dia 03/09/2016, foram dois meses. Afinal precisávamos definir e alinhavar os detalhes para que tudo ocorresse de forma realmente organizada e para que demonstrasse o nosso compromisso com os encontros.

E vocês querem saber como foi o primeiro encontro? REVIGORANTE! A percepção que tive foi que as pessoas queriam muito essas reuniões mensais e que não só querem ajudar como também precisam ser ajudadas, inclusive, nós, organizadores. Já temos uma lista de temas e apresentações até o ano que vem!

Estamos no início da nossa jornada de barcamps e, dialogando um pouco com o texto do Thiago Hilger, foi o nosso 1% de inspiração e agora 99% de transpiração. Ainda há muito a fazer e muito a contribuir, mas o primeiro passo foi dado e o restante vem com a parceria e colaboração de todos.

Mas se você quer saber quais as habilidades que já desenvolvi nesse pouco tempo, posso citar algumas: negociação, organização, falar em público, manejo com as pessoas…

A lição que carrego da tomada de iniciativa é que somos um universo de habilidades que, para serem desenvolvidas, dependem principalmente da nossa vontade, dependem do nosso DEIXA COMIGO! (Thiago, copiei, tá?)

Se quiser conhecer um pouco mais sobre os Barcamps do RJ e ler o relato dos dois primeiros encontros, visite o nosso site. Participe também do nosso grupo no Facebook e acompanhe as datas e locais das próximas reuniões.

Se quiser visitar os Barcamps de Curitiba, veja o site aqui: https://ticwb.wordpress.com/

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